PCGO desmonta grupo que vendia atestados falsos
Operação em Goiânia e Aparecida investiga esquema nacional de documentos médicos fraudulentos
A Polícia Civil do Estado de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Prognóstico para desarticular um grupo suspeito de produzir e vender atestados médicos e exames laboratoriais falsos pela internet. A ação ocorreu em Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão. A investigação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos.
Esquema funcionava como “empresa digital”
De acordo com a delegada Bárbara Buttini, o grupo atuava de forma estruturada entre 2020 e 2024, utilizando sites com aparência profissional para comercializar documentos falsificados em todo o país.
Entre os materiais vendidos estavam atestados médicos para justificar faltas, exames laboratoriais falsos, testes de DNA e até exames de gravidez com resultados manipulados.
“Eles operavam como uma verdadeira empresa, com atendimento ao cliente, tabela de preços e envio de documentos tanto físicos quanto digitais”, destacou a delegada.
Risco à saúde e à fé pública
Segundo a polícia, a atuação do grupo vai além de fraude simples, podendo gerar impactos graves.
“A prática atinge diretamente a fé pública e a saúde coletiva, com possíveis consequências em decisões médicas, processos judiciais e relações familiares”, explicou Bárbara Buttini.
Até o momento, mais de 160 documentos falsificados já foram identificados.
Documentos e valores oferecidos
A investigação revelou que o grupo oferecia uma ampla variedade de serviços ilegais, incluindo:
- Atestados médicos (inclusive retroativos)
- Exames laboratoriais e de DNA
- Testes de gravidez (qualitativo e quantitativo)
- Ultrassons e receitas médicas
Os preços variavam conforme o período do afastamento. Atestados de três dias eram vendidos por R$ 30, enquanto documentos de até 15 dias chegavam a R$ 150.

Crimes e continuidade das investigações
Os suspeitos poderão responder por falsificação de documento público, falsificação de documento particular e associação criminosa.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiários do esquema.
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Fonte: Polícia Civil de Goiás
