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AgroBrasil

El Niño ameaça safra de arroz do Brasil em 2026/27

O fenômeno El Niño pode reduzir a produção brasileira de arroz na safra 2026/27. Embora o plantio ainda esteja distante, as condições climáticas já influenciam as decisões de produtores e do mercado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o comportamento do fenômeno será decisivo para definir a área cultivada, a produtividade e o calendário agrícola.

As projeções atuais indicam uma produção brasileira próxima ou inferior a 10 milhões de toneladas de arroz em casca.

Clima aumenta incertezas no campo

A possível redução da área plantada, somada à expectativa de menor produtividade, preocupa o setor.

No entanto, as estimativas ainda podem mudar conforme a evolução das condições climáticas nos próximos meses.

Por isso, muitos produtores estão adiando a compra de insumos. A estratégia busca garantir maior previsibilidade antes da definição do planejamento da próxima temporada.

Além disso, existe a possibilidade de atrasos no calendário agrícola em diferentes regiões. Nesse cenário, o escalonamento do plantio pode ajudar a reduzir riscos operacionais.

Mercado tem fatores de alta e pressão

Entre os fatores que sustentam o mercado estão a recuperação gradual das cotações e a expectativa de menor disponibilidade de arroz para exportação pelos Estados Unidos.

O fortalecimento dos fundamentos internacionais também contribui para o cenário de recuperação.

Por outro lado, os elevados estoques mundiais continuam limitando uma valorização mais intensa dos preços.

Saca de arroz registra alta no Rio Grande do Sul

Na semana passada, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul ficou em média em R$ 62,83.

O valor representa alta de 3,38% em relação à semana anterior.

Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço chegou a 8,27%. Entretanto, em relação ao mesmo período de 2025, houve desvalorização de 6,36%.

Segundo o analista, o Indicador Safras ultrapassou o patamar de R$ 63 por saca no mercado físico.

O movimento reforça a recuperação das cotações observada desde o fim da colheita.

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Fonte: Safras & Mercado.

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