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Goiânia integra projeto nacional contra feminicídio

Capital participa de projeto do Ministério da Saúde com apoio da OMS para aprimorar identificação e prevenção de mortes de mulheres por violência

Goiânia foi escolhida para integrar um projeto piloto nacional que busca aprimorar a identificação de casos de feminicídio no Brasil. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, e tem como objetivo criar indicadores mais precisos para diferenciar feminicídios de homicídios comuns nos registros de saúde.

A capital goiana se destaca por já possuir uma rede estruturada de vigilância de óbitos femininos, sendo considerada referência nacional no monitoramento e análise de mortes violentas de mulheres. Essa experiência será fundamental para o desenvolvimento de um modelo que poderá ser aplicado em todo o país.

Goiânia como referência nacional

Desde 2023, Goiânia conta com o Comitê Intrasetorial de Qualificação das Informações sobre Mortalidade Feminina por Causas Externas, responsável por analisar casos de mortes de mulheres com base em múltiplos fatores. A iniciativa permite identificar padrões de violência e contribuir para políticas públicas mais eficazes.

O comitê atua com integração de dados provenientes de boletins de ocorrência, registros hospitalares, notificações do sistema de saúde e informações do Instituto Médico Legal (IML). A partir dessas análises, é possível classificar a probabilidade de feminicídio e qualificar os registros no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

Avanço na identificação de feminicídios

Um dos principais objetivos do projeto é permitir que o feminicídio seja corretamente identificado também na área da saúde, já que muitos casos ainda são registrados apenas como homicídio. A proposta inclui a possibilidade de incorporar o feminicídio à Classificação Internacional de Doenças (CID), ampliando a precisão dos dados.

Com isso, a expectativa é fortalecer a produção de informações confiáveis, essenciais para a formulação de políticas públicas mais eficientes no combate à violência contra a mulher.

Prevenção e resposta antecipada

Além da melhoria nos registros, o projeto também foca na prevenção. A análise dos casos permite identificar fatores de risco e agir antes que a violência evolua. Mulheres em situação de vulnerabilidade podem ser acompanhadas pela rede de proteção, incluindo ações da Patrulha Mulher Mais Segura.

A proposta reforça a atuação integrada entre saúde, segurança pública, justiça e assistência social, ampliando a capacidade de resposta do poder público.

Atuação conjunta no país

Além de Goiânia, participam do projeto cidades como Belo Horizonte e Recife, além de estados como Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Goiás. A iniciativa tem caráter interinstitucional e busca consolidar um modelo nacional de vigilância do feminicídio.

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Fonte: Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia

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