Tarcísio enfrenta crise com polícias e vira alvo da bancada da bala em SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vive uma crise com as forças de segurança e passou a ser alvo direto de parlamentares ligados à bancada da bala na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Eleito com forte apoio do setor, o governador enfrenta desgaste em pleno ano eleitoral, diante da insatisfação de policiais civis, militares e penais.
Apesar do discurso de valorização da segurança pública e de ter colocado, pela primeira vez, policiais no comando da Secretaria da Segurança Pública, integrantes das corporações afirmam que promessas de campanha não se converteram em ações concretas, especialmente em relação a salários, benefícios e condições de trabalho.
Deputados estaduais da base aliada, pressionados por suas bases eleitorais, passaram a cobrar publicamente o governo. Já associações e sindicatos de policiais acusam Tarcísio de ter traído as corporações e articulam novos protestos. Mais de 30 entidades ligadas às forças de segurança planejam uma manifestação no dia 26 de fevereiro, na Avenida Paulista, em frente ao Masp.
Bancada da bala pressiona
Parlamentares identificados com a segurança pública têm elevado o tom contra o governador. O deputado Capitão Telhada (PP) afirmou, em plenário, que a bancada não abre mão de um reajuste salarial real, com percentual de dois dígitos, conforme promessa feita na campanha. Ele também cobrou o pagamento de bônus referentes a 2025 e maior agilidade na entrega de cartas de crédito de programas habitacionais para policiais.
O deputado Major Mecca (PL) também criticou a gestão, principalmente pela falta de avanços no programa habitacional. Segundo ele, mesmo após mais de um ano da aprovação da lei, nenhuma carta de crédito foi entregue a policiais militares, civis ou penais. Mecca ainda destacou os baixos salários e a dependência do chamado “bico oficial” para complementar a renda.
Aposentadoria e vetos
Outro ponto de insatisfação é o veto parcial de Tarcísio a um projeto que permitiria contabilizar até 10 anos de trabalho fora da corporação para fins de aposentadoria. Embora o texto tenha sido sancionado, o trecho considerado mais benéfico aos policiais foi barrado.
O deputado Reis (PT), ex-policial civil, criticou a decisão e afirmou que o governo sancionou apenas o que já era obrigatório por lei federal, vetando justamente o dispositivo que ajudaria a categoria.
Lei Orgânica da Polícia Civil
A cobrança por uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil também segue sem resposta. Em novembro, entidades das polícias Civil, Militar e Penal realizaram protesto no centro de São Paulo, acusando o governo de descumprir compromissos de campanha. Após o ato, Tarcísio prometeu apresentar o texto da lei e um novo plano de carreira para a PM, mas até agora não houve avanço.
Sindicatos da Polícia Civil reivindicam critérios objetivos para promoções, regras claras para reajustes salariais e regulamentação definitiva da jornada de trabalho, em consonância com a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, sancionada em 2023.
Fonte; Metrópoles
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