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Mineradoras em Goiás recebem financiamento dos EUA para terras raras

Mineradoras que atuam na exploração de terras raras em Goiás firmaram acordos de financiamento com o Development Finance Corporation (DFC), banco estatal dos Estados Unidos. As empresas Serra Verde, em Minaçu, e Aclara, em Nova Roma, tiveram os contratos divulgados nesta segunda-feira (15). Os valores somam US$ 470 milhões, destinados à ampliação da produção e a estudos de viabilidade.

A Serra Verde garantiu um empréstimo de US$ 465 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) para expandir sua capacidade produtiva. Já a Aclara recebeu US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) para concluir estudos de viabilidade de sua mina. No caso da Aclara, o contrato prevê a possibilidade de conversão da dívida em ações.

Para os Estados Unidos, o acordo faz parte da estratégia de reduzir a dependência da China, que hoje concentra cerca de 60% da extração mundial e 90% da capacidade de refino de terras raras. O Brasil possui a terceira maior reserva do mundo, atrás apenas da China e do Vietnã. As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para setores como transição energética, indústria automobilística e defesa.

Atualmente, a Serra Verde é a única mineradora de terras raras em operação no Brasil e uma das poucas fora da China. Embora não tenha comentado oficialmente o contrato, o presidente da empresa, Thras Moraitis, já afirmou que acordos anteriores foram reformulados para permitir que parte da produção seja destinada a mercados ocidentais. A meta é ampliar a produção para 5 mil toneladas de óxidos até 2027 e 10 mil toneladas até 2030.

Já a Aclara anunciou a construção de uma refinaria nos Estados Unidos, com investimento estimado em US$ 277 milhões, para processar o concentrado produzido no Brasil. Segundo a empresa, o projeto em Goiás prevê investimentos ainda maiores, de cerca de US$ 680 milhões. Em nota, a mineradora afirmou que o financiamento não obriga o direcionamento da produção aos EUA e que o Brasil seguirá como peça central do projeto.

O governo brasileiro, por sua vez, tem defendido que o processamento de minerais críticos ocorra no país, com geração de valor agregado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já declarou que esse ponto é condição estratégica para o avanço do setor.

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