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EUA suspendem emissão de vistos para brasileiros e mais 74 países

Os Estados Unidos devem suspender, a partir do próximo 21 de janeiro, a emissão de vistos para brasileiros e cidadãos de outros 74 países. A informação foi divulgada pela emissora norte-americana Fox News, que afirma ter tido acesso a um memorando interno do Departamento de Estado enviado a funcionários consulares.

De acordo com a reportagem, a suspensão será temporária e permanecerá em vigor até que o Departamento de Estado revise as diretrizes atuais para concessão de vistos. Além do Brasil, a lista incluiria países como Rússia, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen.

Procurado pelo portal Metrópoles, o Departamento de Estado confirmou por e-mail que 75 países tiveram a emissão de vistos suspensa, mas não detalhou oficialmente quais nações estão incluídas na medida.

Em entrevista à Fox News, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, afirmou que a decisão tem como objetivo impedir a entrada de estrangeiros que possam se tornar um “encargo público” para o país. Segundo ele, a avaliação considera o risco de o imigrante depender de benefícios sociais e de assistência governamental nos Estados Unidos.

No último dia 12, o Departamento de Estado comemorou, por meio de publicação oficial na rede social X, a revogação de cerca de 100 mil vistos considerados irregulares, reforçando que continuará promovendo deportações com o argumento de manter a segurança do país.

Ainda em novembro de 2025, o órgão já havia orientado consulados em todo o mundo a adotarem critérios mais rígidos na análise de pedidos de visto, com base na cláusula de “encargo público” da legislação migratória norte-americana. Entre os fatores avaliados estão saúde, idade, domínio do idioma inglês e situação financeira do solicitante.

Pelas normas, candidatos mais velhos, com histórico de uso de benefícios públicos, problemas de saúde que demandem cuidados prolongados ou baixa capacidade financeira podem ter o pedido negado.

O Itamaraty informou que o assunto deve ser tratado diretamente com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A reportagem também entrou em contato com a embaixada norte-americana no Brasil e aguarda posicionamento oficial.

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