Economia

Correios colocam imóveis à venda e projetam arrecadar até R$ 1,5 bilhão

Os Correios iniciaram uma nova etapa do seu plano de reestruturação financeira com a alienação de imóveis próprios considerados ociosos em diversas regiões do país. A expectativa da estatal é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro, por meio da venda desses ativos.

Os primeiros leilões estão marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro e vão ofertar, inicialmente, 21 imóveis. Todo o processo será realizado de forma 100% digital, com participação aberta tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Segundo os Correios, a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas à reorganização financeira da empresa, com foco na redução de custos fixos, retomada da capacidade de investimento e fortalecimento das operações logísticas. A estatal afirma que a venda dos imóveis não afetará a prestação de serviços à população.

Os recursos arrecadados deverão ser direcionados à modernização da infraestrutura, ampliação da eficiência operacional e garantia da sustentabilidade financeira de longo prazo.

Imóveis em diferentes estados

Nesta primeira fase, os imóveis colocados à venda estão localizados em estados como Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O portfólio inclui prédios administrativos, antigos centros operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam entre R$ 19 mil e R$ 11 milhões, o que amplia o alcance para investidores de diferentes perfis. Outros imóveis ainda estão em fase de preparação para futuras rodadas de leilões.

Plano de reequilíbrio financeiro

A venda de ativos integra um plano mais amplo de reestruturação dos Correios, que prevê ações de curto, médio e longo prazos para melhorar a eficiência e restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da empresa. Entre as estratégias estão a revisão de estruturas internas, otimização de custos e adaptação ao novo cenário do setor postal.

Com a queda no volume de correspondências tradicionais e o crescimento das encomendas impulsionadas pelo comércio eletrônico, a estatal aposta na liberação de recursos por meio da venda de ativos subutilizados para aumentar a competitividade no mercado logístico.

Os editais, cronograma e descrição dos imóveis estão disponíveis nos canais oficiais dos Correios e da leiloeira responsável.

Fonte; Metrópoles

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