Haddad diz que candidatura ainda não foi definida
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19/1) que ainda não há definição sobre seu futuro político e manteve o mistério em torno de uma possível candidatura nas eleições deste ano. Segundo ele, as conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem em andamento, mas sem decisão tomada.
Nas últimas semanas, Haddad confirmou que deve deixar o Ministério da Fazenda até o fim de janeiro. Inicialmente, a intenção seria colaborar na elaboração do programa de governo de Lula para a campanha de reeleição, mas a pressão de setores do PT e do próprio presidente pode levá-lo a disputar um cargo eletivo.
“Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Isso vale para qualquer cargo. Comecei uma conversa com o presidente Lula, com quem tenho uma relação pessoal que transborda a questão política”, afirmou o ministro, em entrevista ao UOL.
Haddad explicou que a conversa com Lula ainda não foi concluída. “Nós não concluímos nada nessa primeira conversa. Ele está colocando os pontos dele e eu estou colocando os meus. Vamos chegar a um consenso logo mais”, disse.
Ao comentar a decisão de deixar o comando da equipe econômica, o ministro citou motivos pessoais. Segundo ele, já soma quase dez anos à frente de ministérios, sendo cerca de sete no Ministério da Educação e mais de três na Fazenda.
“Estou querendo um tempo para discutir o país e um projeto de país, mergulhar um pouco nessas temáticas”, afirmou.
Apesar da resistência em disputar as eleições, o nome de Haddad é citado nos bastidores como possível candidato do PT ao Senado por São Paulo, onde duas vagas estarão em disputa, ou novamente ao governo do estado, cargo que disputou em 2022.
Economia e eleições
Durante a entrevista, Haddad também avaliou o peso da economia no voto do eleitor. Segundo ele, o tema perdeu espaço para outras preocupações, como segurança pública e combate à corrupção.
“Eu não acredito que a economia vai derrotar o governo. E pode ser que não eleja o governo. A economia é importante, mas não necessariamente decisiva”, afirmou.
Para o ministro, o cenário político atual é marcado por extremos e por pautas que nem sempre dialogam diretamente com o cotidiano da população.
Créditos: UOL
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