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Oposição pressiona por redução de pena após Bolsonaro ir para a Papudinha

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chamada Papudinha, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, nesta quinta-feira (15/1), intensificou a mobilização da oposição no Congresso Nacional pela retomada do projeto que reduz as penas dos condenados pela trama golpista.

Parlamentares aliados avaliam que o novo cenário fortalece a pressão pela análise do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, proposta que abre caminho para a diminuição das condenações impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e que poderia beneficiar diretamente Bolsonaro.

Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente estava detido desde novembro de 2025 na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Agora, cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como Papudinha.

O projeto da dosimetria chegou a ser aprovado pelo Congresso, com 291 votos favoráveis na Câmara e 48 no Senado, mas foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para a derrubada do veto, são necessários 257 votos dos deputados e 41 dos senadores — números que, segundo a oposição, já estariam garantidos.

O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), afirmou que um ofício já foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando a apreciação imediata do veto. Deputados do PL também defendem intensificar ações para garantir a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Além da articulação legislativa, aliados do ex-presidente planejam ampliar denúncias a organismos internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, alegando preocupação com a integridade física e a saúde do ex-mandatário.

Impacto político e sucessão

Parlamentares do PL avaliam ainda que a transferência de Bolsonaro pode impulsionar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Escolhido pelo pai como seu representante político, Flávio tem sido tratado por dirigentes do partido como o nome consolidado da direita para a disputa nacional.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana aponta Flávio Bolsonaro com 23% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, contra 36% do presidente Lula. Para aliados, qualquer medida considerada excessiva contra Jair Bolsonaro tende a fortalecer o capital político do filho.

Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes e voltou a defender a transferência do pai para prisão domiciliar, citando questões médicas.

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