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Wegovy em comprimido pode transformar mercado de remédios para emagrecer

O mercado de medicamentos para emagrecimento pode passar por uma mudança significativa após a aprovação, nos Estados Unidos, da primeira versão em comprimido do Wegovy. A autorização foi concedida pela FDA, agência reguladora norte-americana, e anunciada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

Até então, o Wegovy era comercializado apenas em canetas injetáveis de aplicação semanal. Com a nova formulação oral, o medicamento passa a ser oferecido em pílulas de uso diário, o que pode ampliar o acesso e mudar o comportamento de pacientes que evitam tratamentos injetáveis.

O Wegovy é baseado na semaglutida, substância que simula a ação do hormônio GLP-1, responsável por regular o apetite e a sensação de saciedade. O remédio atua diretamente no cérebro e no sistema digestivo, reduzindo a fome e auxiliando na perda de peso de forma progressiva.

De acordo com a Novo Nordisk, os testes clínicos com a versão oral apresentaram resultados expressivos. Os participantes perderam, em média, 16,6% do peso corporal, e cerca de um terço dos voluntários registrou redução igual ou superior a 20% do peso ao longo do estudo. Os dados indicam desempenho semelhante ao da versão injetável.

A farmacêutica informou que pretende lançar o comprimido do Wegovy no mercado norte-americano no início de janeiro de 2026. O movimento ocorre em um cenário de forte concorrência, especialmente com medicamentos como o Mounjaro, da empresa americana Eli Lilly.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou medicamentos agonistas do GLP-1, como Wegovy, Ozempic e Mounjaro, porém apenas em versões injetáveis. Todos exigem prescrição médica e acompanhamento clínico. Até o momento, não há confirmação de pedidos em análise para versões orais desses medicamentos no país.

O anúncio também repercutiu no mercado financeiro. As ações da Novo Nordisk registraram alta próxima de 10% após a divulgação da aprovação, refletindo a expectativa de ampliação do público consumidor e de uma nova fase no tratamento da obesidade.

Especialistas avaliam que a versão em comprimido pode aumentar a adesão ao tratamento, mas reforçam que o acompanhamento médico continua sendo indispensável.

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