Sindicato cobra repasses da saúde e alerta para risco de paralisações em Goiânia
O Sindicato dos Laboratórios de Análises e Bancos de Sangue no Estado de Goiás (SINDILABS-GO) denunciou o agravamento da crise na saúde pública de Goiânia devido ao não cumprimento dos repasses financeiros por parte da Secretaria Municipal de Saúde aos prestadores de serviços credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a entidade, os valores em atraso são referentes aos recursos federais do Fundo de Média e Alta Complexidade (MAC), competência de outubro de 2025. O montante foi transferido pelo Ministério da Saúde ao Fundo Municipal de Saúde no dia 4 de dezembro, mas, conforme os contratos vigentes, os pagamentos deveriam ter sido realizados até o quinto dia útil após o repasse — o que não ocorreu.
Para o SINDILABS-GO, a retenção dos recursos, que possuem destinação exclusiva para o pagamento de serviços já prestados, evidencia uma falha grave na gestão administrativa da saúde municipal e coloca em risco a continuidade do atendimento à população. O sindicato afirma que, mesmo após diversas tentativas de diálogo, a Secretaria Municipal de Saúde não apresentou solução concreta, limitando-se a promessas sem prazo definido.
A presidente do sindicato, Christiane Maria do Valle Santos, alertou para o risco iminente de interrupção dos serviços complementares de saúde na capital.
“Os prestadores já realizaram os atendimentos, os recursos federais já estão na conta do município e, ainda assim, os pagamentos não são feitos. Essa conduta é inadmissível e empurra a saúde de Goiânia para uma crise ainda mais profunda. Sem o repasse, muitos serviços podem ser interrompidos”, afirmou.
De acordo com a entidade, os laboratórios, bancos de sangue e demais prestadores atuam no limite financeiro. A manutenção dos atrasos compromete a compra de insumos, o pagamento de funcionários e a realização de exames, diagnósticos e procedimentos essenciais para a rede pública.
Diante do cenário, o SINDILABS-GO formalizou denúncias ao Ministério Público, ao Ministério Público de Contas e ao Conselho Municipal de Saúde, solicitando providências urgentes, responsabilização dos gestores e a regularização imediata dos pagamentos.
“O que está em jogo não é apenas a situação financeira das empresas, mas o atendimento direto à população. A persistência desse problema demonstra uma crise de gestão que já começa a impactar de forma concreta a assistência em saúde em Goiânia”, reforçou a presidente.
O sindicato informou que seguirá adotando todas as medidas institucionais e legais necessárias até que os repasses sejam normalizados e os serviços à população sejam plenamente garantidos.
Crédito: Assessoria de Imprensa – Rafael Batista
Palavra-chave: crise na saúde de Goiânia
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