Intensificada liberação de mosquitos estéreis para conter avanço da Dengue
O Ministério da Saúde intensificou, neste ano, a liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis como estratégia para frear a reprodução do vetor da dengue. Somente na última sexta-feira (12), 50 mil insetos foram soltos na aldeia indígena de Cimbres, no município de Pesqueira (PE).
De acordo com a pasta, a técnica impede que, após o acasalamento com as fêmeas, haja produção de descendentes, o que leva à redução gradual da população do mosquito e, consequentemente, da transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. A ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas.
Segundo o ministério, por não utilizar inseticidas nem oferecer riscos à saúde humana ou ao meio ambiente, a estratégia é indicada especialmente para áreas de preservação ambiental, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido. Para as próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis.
Além de Pesqueira, a tecnologia será implantada no território indígena Guarita, em Tenente Portela (RS), e em áreas indígenas de Porto Seguro e Itamaraju (BA). O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, destinado à produção, logística e monitoramento da ação.
Diferença entre TIE e Método Wolbachia
A Técnica do Inseto Estéril é diferente do Método Wolbachia, já utilizado em diversas regiões do Brasil. Enquanto a TIE reduz a população de mosquitos por meio da liberação de machos estéreis, a Wolbachia utiliza uma bactéria que impede o Aedes de transmitir os vírus, mesmo que ele continue se reproduzindo. As duas estratégias são consideradas complementares e podem ser associadas a outras medidas de controle.
Tecnologia e prevenção
O governo destaca que a continuidade e a ampliação dessas ações dependerão da avaliação dos resultados, incluindo o impacto na redução dos casos de dengue, zika e chikungunya. Paralelamente, o Brasil também avança na vacinação: uma nova vacina produzida pelo Instituto Butantan deve começar a ser aplicada em profissionais de saúde a partir de janeiro, com previsão de ampliação para a população adulta até 2027.
Mesmo com a queda nos números — 1,6 milhão de casos prováveis até novembro, cerca de 75% a menos que no mesmo período de 2024 —, o alerta permanece com a chegada do verão, período que favorece a proliferação do mosquito.
Palavra-chave: combate à dengue
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