Operações revelam esquema que conecta barões do combustível, PCC e fundos da Faria Lima
Investigações recentes expuseram um elo entre grandes empresários do setor de combustíveis, fundos de investimento da Faria Lima e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os principais nomes ligados ao caso são Mohamad Mourad e Ricardo Magro, ambos apontados como protagonistas de esquemas bilionários de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Mourad, considerado foragido, foi alvo das operações Carbono Oculto (Ministério Público de São Paulo) e Tank (Polícia Federal). Ele é ligado à formuladora Copape e à distribuidora Aster, empresas investigadas por fraudes no setor.
Já Magro, controlador da Refit (antiga refinaria de Manguinhos), é acusado de assumir o espaço deixado pela Copape no esquema, por meio da distribuidora Rodopetro. Embora negue participação, o empresário já era investigado desde 2024 por suspeita de sonegar ICMS em São Paulo, usando 188 empresas de fachada. O grupo Refit lidera a lista de maiores devedores do estado, com R$ 8,5 bilhões em dívidas.
As investigações mostram que o esquema de Mourad e Magro envolvia toda a cadeia de combustíveis: importação, produção, distribuição e lavagem de dinheiro. Parte da operação era feita por meio de fintechs e fundos de investimento, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, mas pagando apenas R$ 90 milhões em impostos.
Além disso, foram descobertos vínculos com o PCC, incluindo a rede de postos Boxter. Segundo o Ministério Público, quando a Copape e a Aster perderam as licenças em 2024, a Rodopetro teria assumido suas operações.
A Refit nega qualquer envolvimento e afirma que não possui relação com os investigados.
📌 O caso segue em investigação, e autoridades ainda buscam Mourad, considerado peça central do esquema.
Fonte; Metrópoles
